Retirado do capítulo PERSISTÊNCIA:
" Chegamos à Faculdade e demos sorte de ficarmos na mesma sala eu e o Tales, portanto, tínhamos de tentar passar uma cola.
Tive uma ideia e falei para ele:
- Tales, você vai guardar a seguinte codificação: caneta é letra “a”, caneta sem tampa é letra “b”, lápis é letra “c”, borracha é letra “d” e finalmente apontador letra é “e”. Anotou tudo?
- Com certeza! Caneta sem tampa letra “a”, borracha letra “b” e por aí vai.
- Tudo errado! Faça-me o favor de decorar certo, pois vai dar um trabalho danado. A cada 10 (dez) perguntas, vou fazer um sinal pra ver se tá tudo indo bem.
Fomos para sala e procuramos sentar próximos um do outro.
Fiz a prova e, em seguida, o sinal que ia começar a codificar. Ele fez que tudo bem.
Comecei a colocar ora o lápis, ora a caneta com tampa, sem tampa, enfim, codificando conforme combinado. A cada dez perguntas, fazia sinais para ver se estava tudo correndo bem, recebendo sempre a resposta que sim.
Continuei a codificar até o final da prova.
Chegando lá fora, fomos conferir o gabarito. E qual foi a surpresa:
- Ely teve muita letra “e” e pouca letra “b”. Estranho, mas vamos conferir.
- Tales, você para burro só falta o chifre! Você pegou o código da letra “b” e jogou tudo na letra “e”! Estou certo ou não de ficar injuriado?
- Mas, primeiramente, Ely, burro não tem chifre.
- É, então não falta nada!
O cara codificou tudo errado e tomou outro pau. E eu fiquei aguardando uma vaga, junto com o primo Fábio, na fila de repescagem."
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